Uso incorreto da Pílula do Dia Seguinte pode causar danos à saúde
Recomendável é que a pílula seja usada, no máximo, de três a quatro vezes por ano
Cotidiano 02/05/2019 14h59 - Atualizado em 02/05/2019 15h57

O fácil acesso e o uso incorreto do anticonceptivo de emergência, conhecido popularmente como pílula do dia seguinte, têm colocado a saúde das mulheres em risco, principalmente as adolescentes. Por isso, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), através da Gerência do Programa IST/Aids, alerta: o medicamento, apesar de as farmácias não exigirem a receita para compra, só deve ser usado em caso de emergência e com acompanhamento.

A finalidade do anticonceptivo, que possui uma grande concentração hormonal, é prevenir a ovulação e, consequentemente, a gravidez. Em comparação à cartela das pílulas tradicionais, ele corresponde, mais ou menos, à metade da cartela, ou seja, tomar uma pílula do dia seguinte equivale a ingerir a metade da cartela de uma só vez, sendo assim, não é para ser usada como rotina, mas apenas em caso de emergência.

O recomendável é que seja usada, nó máximo, de três a quatro vezes por ano. Se a mulher toma o anticoncepcional tradicional, por exemplo, não precisa usar a pílula do dia seguinte. Porém, em algumas situações, como a de esquecimento, o medicamento pode ser indicado.

O gerente do Programa IST/Aids da SES, Almir Santana, conta que de forma errada meninas têm usado como rotina.

“Usa uma semana, depois usa na outra semana, não pode. Isso faz com que haja uma alteração do ciclo menstrual, ficando irregular, com possíveis sangramentos, então não se recomenda como rotina. Vale lembrar que os métodos hormonais só previnem a gravidez, mas não as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), então eu acredito mais na camisinha que é o único método de dupla proteção”, enfatizou o médico.

Almir explica, ainda, que, por ser conhecida como pílula do dia seguinte, muitas adolescentes confundem e acham que o medicamento deve ser usado no dia seguinte, mas não é assim. Para que seu efeito seja eficaz a pílula deve ser tomada o mais rápido possível após a relação sexual desprotegida.

“Algumas bulas falam em 72 ou 48 horas, mas deve ser tomada no máximo em 48h, quanto mais rápido usar melhor. Só há falha se a mulher já ovulou, ai ela não vai atuar. Se a adolescente teve a relação sexual e já tinha ovulado, a pílula não vai ter ação, ela não é abortiva. Há também essa confusão de que seja abortiva e não é, a função é só essa, inibir a ovulação”, explicou.

Como todos os anticonceptivos hormonais, a pílula do dia seguinte também tem efeitos colaterais e o risco principal à saúde é causar trombose. “Se a pessoa usar cigarro, aumenta ainda mais o risco de infarto e comprometimento cardiovascular. É importante frisar que não se recomenda usar anticoncepcional hormonal quem é fumante pelos riscos que são potencializados. A camisinha é a melhor opção”, disse Almir.

O melhor meio de prevenção é a informação. “Precisa se falar muito sobre o assunto porque, principalmente jovens e adolescentes estão usando esse medicamento de forma errada. Então precisa que os professores, de ciência, de biologia, aproveitem o tema, debatam com os alunos na escola, porque o uso é incorreto. Como a pílula pode ser comprada na farmácia sem receita então o acesso é fácil hoje, por isso o assunto precisa ser muito discutido nas escolas”, conclui o médico.

Fonte: SES/SE



 

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