Vazamento: órgãos avaliam dano ambiental na Praia de Jatobá
Ibama aguarda relatórios e diz que empresa Mosaic deverá ser penalizada por crime ambiental
Cotidiano 19/04/2018 17h50 - Atualizado em 20/04/2018 07h39

Por Aline Aragão

Uma reunião realizada na manhã desta quinta-feira (19), na sede da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), discutiu as causas e os impactos causados pelo derramamento de óleo na praia do Jatobá, município de Barra dos Coqueiros. Participaram da discussão integrantes do Plano de Área de Sergipe e a empresa Mosaic Fertilizantes, responsável pelo acidente ambiental.

O Plano de Área é uma espécie de comitê formado por órgãos ambientais (IBAMA, ADEMA), pela Marinha do Brasil e por empresas potencialmente poluidoras, a exemplo da Petrobras, e serve para unificar as ações em situações de emergência.

A Mosaic, que assumiu as atividades de extração de potássio da antiga Vale, está operando há alguns meses no estado e ainda não estava inserida no Plano.

O vazamento de óleo ocorreu no sábado passado (14), após falha no sistema de descarte de água de um emissário (espécie de duto), da Mosaic, e atingiu quase 2 km da faixa de areia. Segundo a empresa, a falha ocorreu no emissário do dique de salmoura e, assim que foi detectado, um plano de contenção foi iniciado.

A Mosaic recebe água da Petrobras e usa na dissolução do cloreto de potássio, um processo que passa por várias fases e diques. Ao final, essa água é lançada ao mar por um emissário (duto), mas antes deve passar por um rigoroso teste de qualidade. Na reunião, a representante do Ibama questionou como ocorreu a falha e de que forma a empresa faz o monitoramento da qualidade da água.

Ainda de acordo com o Ibama, o crime ambiental está  caracterizado e a empresa responsável será autuada, mas a penalidade só será aplicada após a conclusão dos relatórios que devem apontar a extensão do dano ambiental e as reais causas do acidente.

A Mosaic disse que não vai se pronunciar no momento, mas que também aguarda o resultado da análise feita na água.

Outras ocorrências

Segundo a Adema, só este ano já foram registradas nove ocorrências de vazamento de resíduos químicos provenientes de indústrias. O último ocorreu nessa quarta-feira (18), no campo de produção de petróleo localizado no município de Divina Pastora, atingindo uma área de cerca de 200 metros. No  passado foram registradas 20 ocorrências.

 

 

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