Venda de mel falsificado gera mobilização de Vigilância Sanitária
Será iniciada uma busca ativa dos falsificantes
Cotidiano | Por Secretaria de Estado da Saúde 29/05/2018 16h50 - Atualizado em 29/05/2018 16h59
O mel é um alimento muito utilizado tanto pelas suas propriedades culinárias, como terapêuticas, mas a sua falsificação está sendo disseminada rapidamente por todo o Estado de Sergipe. Pensando nisso, a Coordenadoria de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde(SES) tem realizado amplas discussões a fim de definir estratégias efetivas de combate à comercialização ilegal do produto.
 
Nesta terça-feira (29), o coordenador da Vigilância Sanitária da SES, João Farias, reuniu-se no Centro Administrativo com o presidente da Confederação Brasileira de Apicultura, Aragão Brito, e representantes das Vigilâncias Sanitárias da Grande Aracaju (Aracaju, Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão).
 
João Farias explicou que será iniciada a busca ativa dos falsificantes e que haverá uma ampla campanha informativa para o consumidor, ao mesmo tempo em que direcionará as ações das vigilâncias sanitárias municipais.
 
“Neste primeiro momento, convidamos as coordenadorias das cidades da Grande Aracaju e discutimos os passos para intensificarmos a fiscalização de forma coordenada. Depois, ampliaremos para os distritos para que possamos atingir todo o Estado. É uma questão séria de saúde pública e estamos empenhados nesse combate”, garantiu.
 
O coordenador da Vigilância Sanitária da Barra dos Coqueiros, Jorge Passos, vê como positiva a mobilização. “Estamos a postos para cumprir com o nosso dever que é o de defender a saúde pública. Seguiremos todas as orientações dadas pela Vigilância Sanitária do Estado e, unidos nessa força-tarefa, acredito que o resultado será positivo ”, informou .
 
Como identificar
 
De acordo com o presidente da Confederação Brasileira de Apicultura, Aragão Brito, a identificação precisa da adulteração do produto é feita através da análise laboratorial, mas há formas de perceber se  o mel pode estar adulterado.
 
“A primeira maneira é observar o preço do produto. Quando ele estiver muito abaixo da média de mercado, o consumidor deve desconfiar. Outro indício é a densidade do mel, que muitas vezes quando alterado, apresenta-se na forma menos consistente”, relatou Aragão.
 
Ainda de acordo com ele, a situação está se agravando com a falsificação, também, do rótulo da Associação Sergipana de Apicultura, que é a entidade habilitada a processar o mel no Estado.
 
“ O caso é muito sério. Eles chegaram ao ponto de plagiar os rótulos para confundir ainda mais o consumidor. Por isso procuramos a Secretaria de Estado da Saúde porque precisamos nos unir para que a sociedade esteja informada, fique alerta e não seja enganada. A receptividade de João Farias é uma demonstração importante de compromisso da nova gestão e tem cumprido, de forma muito positiva, o seu papel, traçando de forma conjunta estratégias de combate aos  falsificadores”, completou.
 
 Como denunciar
 
 Para o coordenador da Vigilância Sanitária da SES, João Farias,  a  denúncia da comercialização de mel falsificado é um importante aliado no combate. “A pessoa deve procurar a Vigilância Sanitária de seu município e formalizar a denúncia. Pode, também, contactar a nossa Coordenadoria pelo número 3225-3800”, explicou.
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