Vendedores provam que não são clandestinos e ficarão nos terminais
Cotidiano 08/01/2014 18h30

Por Laís de Melo

Os vendedores ambulantes dos Terminais Rodoviários de Aracaju, que receberam comunicado da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) nas últimas semanas de dezembro solicitando a retirada dos seus pontos de vendas para reforma no local, provaram, através de documentos relacionados às gestões passadas, que não são clandestinos e estão ali há mais de 20 anos. Após essa confirmação, a SMTT cancelou a desocupação e irá organizar a permanência deles.

A última reunião entre ambulantes e gestores da SMTT aconteceu durante a tarde desta terça-feira (07) e o projeto apresentado pelo órgão agradou aos comerciantes, porém, antes de chegar a um entendimento eles precisaram correr atrás de documentos que comprovam que, inclusive, já pagaram taxas em administrações passadas.

“Nós provamos que não somos invasores. O que aconteceu foi que a gestão passada sumiu com todos os documentos dos ambulantes, e era como se nós nunca tivéssemos tido relação com a SMTT. Mas eu, juntamente com o presidente da Associação dos Vendedores Ambulantes de Terminais Rodoviários (Aventer), Francisco Antônio, mostrei até crachá que usávamos”, revelou o vendedor de doces e balas do Terminal DIA, José Francisco Pinho.

José Francisco acredita que o pedido de retirada foi um equívoco da SMTT. “Nós não queremos culpar o superintendente da SMTT, Nelson Felipe, nem a secretária de Defesa Social e da Cidadania, Georlize Teles, mas alguns agentes da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) chegaram aqui se expressando de forma muito agressiva. Teve um que disse para a gente se virar e procurar um lugar porque ali não íamos mais ficar. E ainda disse que, se a gente não saísse, ia mandar um caminhão recolher as bancas”, afirmou.

Além disso, José Francisco revelou que os ambulantes ficaram entristecidos com a situação porque "não esperavam isso do prefeito João Alves”. “Na própria campanha ele disse que não ia mexer com os ambulantes, então depois do que aconteceu, você sabe como é o povo... Mas graças a Deus e graças a nossa manifestação, ficou bom para todo mundo”, acrescentou.

A secretária Georlize Teles confirmou que não existia, no arquivo da SMTT, nenhum registro desses vendedores, e acrescentou que, se eles fossem clandestinos, não iriam poder ficar. “Nós respeitamos esses 23 ambulantes que provaram que estão ali há cerca de 20 anos. Não poderíamos desconsiderar a história que eles têm ali”, pontuou a secretária.

Georlize ressaltou que o Terminal DIA é o que apresenta maiores problemas de infraestrutura, razão pela qual passará por uma intervenção imediata. “Por isso nós nos reunimos primeiro com os ambulantes desse terminal. Gradativamente vamos organizar a situação dos demais vendedores”, antecipou.

 

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