Verão tem início com probabilidade de trovoadas em SE
Cotidiano 21/12/2017 07h02De acordo com o coordenador da Sala de Situação Hidrometeorológica, Clima e Tempo da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), Overland Amaral, como o El Niño deu lugar ao La Niña, que tem efeito oposto, a tendência climática para este verão é de presença dos sistemas de chuvas convectivas, com incidências de trovoadas.
“Inclusive, já há a presença antecipada desses sistemas, que denominamos de Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), um redemoinho em altos níveis na atmosfera sobre a região Nordeste onde a sua borda externa traz grande nebulosidade e forma a instabilidade conectiva. Nós estamos com a borda do Vórtice desde o Norte do Ceará e Rio Grande do Norte, deslocando-se ao Sul, pela Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Nordeste da Bahia, trazendo, inclusive, trovoadas. Esse sistema começou a se formar ontem e deve perdurar por mais cinco dias, trazendo chuvas para todos esses estados”, destacou Overland.
Segundo o meteorologista, todas as regiões de Sergipe estão sujeitas a trovoadas, com maior probabilidade nas regiões Agreste e Sertão. “Essas regiões têm um aporte maior de temperaturas e umidades. Então, esses fatores vão favorecer mais a ocorrência de trovoadas nessas regiões nos próximos cinco dias e pelo mês de janeiro, que é o mês climatologicamente mais apropriado para ocorrer esses sistemas”, prevê.
De acordo com Overland, as temperaturas devem ficar no patamar, do Litoral ao Agreste, entre 34°C e 36°C, e do Agreste ao Sertão de 36°C a 40°C.
Próximos 5 anos
Overland voltou a reafirmar que, nos próximos cinco anos, a previsão é de chuvas acima da média no Nordeste. Isso porque o El Niño não está ativo.
“Para os próximos cinco anos, as condições climáticas são muito favoráveis para a incidência de chuvas para a região Nordeste, acabando com o ciclo da seca. A partir deste ano, nós entramos em outra condição. Isso porque o fenômeno El Niño, que cria uma barreira e direciona ondas de calor para o Nordeste, não está atuando. A partir de agora, para entendermos isso, nós passamos a estudar oscilação interdecadal do Oceano Pacífico, ou seja, estudar as principais fases do El Niño, La Niña e do estado Neutro. Tivemos que fazer um levantamento estatístico, utilizar vários métodos de modelos climatológicos e verificar se essa oscilação está presente”, detalha o meteorologista.
Fonte: Ascom Semarh

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