Verba de subvenções em SE: políticos devem ser indiciados criminalmente
Cotidiano 01/03/2018 11h35 - Atualizado em 01/03/2018 12h06Por F5 News
A Delegacia de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap) concluiu os inquéritos relacionados à investigação sobre o suposto desvio de verbas de subvenção social da Assembleia Legislativa de Sergipe. O ex-deputado Raimundo Vieira, o Mundinho da Comase, e o deputado Augusto Bezerra foram indiciados pela Polícia Civil por se apropriarem indevidamente das verbas.
Mundinho já tinha sido condenado na esfera cível, na 2ª Vara Cível de Lagarto, junto com outros três investigados, pela prática de improbidade administrativa ao desviar R$ 235 mil para a Associação Lagartense de Jovens (Ala Jovem) no ano de 2014, após inquérito promovido pelo Ministério Público Estadual. E Augusto Bezerra na esfera eleitoral, que chegou a passar um tempo afastado da Alese. Agora, ambos devem ser indiciados criminalmente.
A Polícia Civil, através do Deotap, vai oferecer denúncia contra os políticos no Tribunal de Justiça de Sergipe. “Já concluímos o inquérito em relação a Mundinho e encaminhamos à Justiça. Estamos finalizando o procedimento em relação a Augusto Bezerra, com indiciamento dele, dos colaboradores e dirigentes da associação que se aproveitaram indevidamente da verba”, afirmou a diretora do Deotap, delegada Thaís Lemos, em entrevista à TV Sergipe.
A delegada deve pedir afastamento cautelar de Augusto Bezerra; o deputado ainda será ouvido na delegacia e, assim que finalizada a oitiva, o inquérito será remetido ao TJ, onde ele será julgado. Segundo Thaís Lemos, foram encontrados indícios suficientes para pedir o afastamento de Bezerra, a exemplo de casas de praia que foram adquiridas com parte do dinheiro da verba destinada a Associação de Moradores e Amigos do Bairro Nova Veneza.
“Todo o sigilo bancário e rastreamento por onde os cheques [destinado para associações] percorreram estão bem delimitados nos autos. Inclusive casas de praia, depósitos realizados em contas pessoais da assessoria do deputado, dentre outras informações sigilosas. Os cheques , na verdade, eram um instrumento em que os presidentes das associações assinavam e entregavam em branco praticamente para os deputados e suas assessorias para que fossem descontados de acordo com a vontade deles”, explicou a diretora.
Ainda de acordo com Lemos, existem mais dois inquéritos envolvendo Mundinho da Comase, em que um já foi concluído e o outro está em fase final. Sobre a subvenção, concluído pela gestão passada da Deotap, o ex-deputado respondeu por peculato, crime de lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Segundo as investigações, ao invés das verbas serem aplicadas em obras sociais pela associação beneficiada, o dinheiro era desviado em contratos fictícios firmados com uma empresa pertencente aos próprios gestores da Associação.
Augusto Bezerra e Mundinho da Comase afirmaram que só vão se pronunciar quando forem notificados.
Foto: Will Rodriguez/F5 News

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