Vigilantes públicos podem paralisar atividades por 72h
Cotidiano 19/02/2014 12h11Da Redação
Os vigilantes do serviço público permanecem sem a resposta do Governo de Sergipe quanto às reivindicações de reajuste salarial e os 30% de periculosidade, segundo o Sindicato dos Vigilantes Públicos do Estado de Sergipe (Sindvipse). Os vigilantes pedem aumento do salário atual de R$ 629 para R$ 724 e o pagamento do adicional de periculosidade aprovado pela Lei 12.740, de 8 de dezembro de 2012. A portaria foi assinada no final do ano passado.
Segundo o presidente do sindicato, José Ferreira, o adicional atualmente só é pago aos vigilantes da iniciativa privada. Na última segunda-feira (17), os da esfera pública se manifestaram na Assembleia Legislativa e foi considerado pelo presidente como um movimento positivo. Amanhã (20), às 17h, a categoria se reunirá em assembleia geral no auditório da Central Única dos Trabalhadores para montar um novo calendário de luta. Segundo Ferreira, a melhoria das condições de trabalho é a nova bandeira a ser levantada.
Ferreira afirma que fez visitas a 150 escolas estaduais, algumas delas sem acesso a banheiro e a água. Uma delas foi a escola João Paulo II, que fica no bairro Porto Dantas, em Aracaju. “Encontramos um companheiro tirando seu horário de trabalho dentro de uma sala de aula, ou seja, não tinha um local para ele ficar, e levava água de casa para beber”, disse.
Além disso, segundo ele, 90% dessas escolas estão com material de combate a incêndio vencido, outras não os têm, expondo todos ao risco. “Solicitamos na segunda fiscalização ao Comando do Corpo de Bombeiros, mas até o momento não temos informação”.
O presidente disse a F5News que no dia 13 de março haverá uma nova manifestação no Palácio dos Despachos às 8h, e já antecipou que se até lá o Governo não atender as reivindicações irão parar o serviço por 72 horas. Ferreira ainda não descarta a possibilidade de greve por tempo indeterminado.
Questionado sobre a falta de segurança para os vigilantes que estão em escolas sem estrutura, ele afirma que um projeto está sendo encaminhado ao Governo para que os vigilantes em seu horário de serviço possam permanecer nas secretarias das instituições. De acordo com o sindicalista, o vigilante tendo acesso aos telefones, banheiro e, inclusive, sirene, como há nas secretarias de todas as escolas, poderá acioná-las em caso de emergência. Ele afirma que há escolas onde o vigilante tem acesso às câmeras pela abertura das diretorias, mas, infelizmente, não é um padrão da Secretaria de Estado da Educação.
Com o projeto, Ferreira acredita que se consiga diminuir e/ou evitar a violência nas escolas. “Com o projeto passa a ser obrigatório. Esse projeto deveria ser de responsabilidade do Governo, mas nós mesmos é que estamos fazendo. Às vezes só tem um vigilante para atender a uma escola imensa, e muitos não vão vigiar salas de aula que ficam a 50 metros de distância totalmente no escuro”, relata.
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