Zika: Vírus que provoca doença semelhante à dengue é identificado
Cotidiano 04/05/2015 10h45Da Redação
No começo do mês passado, F5News mostrou que as emergências dos Hospitais e Postos de Saúde de Aracaju estavam sendo lotadas por pacientes que apresentavam sintomas semelhantes aos da dengue, como febre, diarreia, dores e manchas no corpo. A população começou a ficar preocupada por não ter um diagnóstico exato sobre a virose.
Pesquisadores do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Bahia (ICS/UFBA) descobriram que os pacientes estavam com Zika. Isso mesmo, a descoberta foi feita esta semana em amostras de sangue de pacientes de Camaçari, por meio de uma técnica chamada RT-PCR.
De acordo com o professor Gúbio Soares, o vírus causa um quadro muito parecido com o da Dengue, porém, esse novo vírus é mais fraco e os sintomas mais brandos. “Zika Vírus não é tão grave quanto Dengue ou Chikungunya, não leva o paciente à morte. O quadro parece alérgico, é mais tranquilo e o tratamento é o mesmo”, explica o pesquisador.
Além desses sintomas, o paciente pode apresentar sinais de conjuntivite. O vírus é transmitido pela picada do mosquito aedes aegypti, aedes albopictus e outros tipos de aedes, mas nunca havia sido detectado antes no Brasil ou na América Latina.
Esta é uma descoberta inédita e serve também para tranquilizar a população. “Quando você dá um diagnóstico, o paciente já vai mais tranquilo para o hospital”, destaca Gúbio.
A descoberta contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) que disponibilizou recursos através do Programa de Apoio à Pesquisa para o SUS (PPSUS).
*Com informações da UFBA
Virose: diagnóstico precipitado está assustando população, diz SMS

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
